domingo, 4 de dezembro de 2016

Casar ou juntar?

"Quando minha esposa me convidou (me intimou, na verdade!) para casar, fui pego de surpresa. Já morávamos juntos quase três anos. Compartilhávamos contas, viagens, cursos, trabalhos, família, como um casal compartilha. E francamente, acho que para muitos homens, a palavra casamento tem um peso diferente: significa responsabilidade, que muitas vezes, pode sufocar. Prender. Assustar.

Escolado que sou em olhar para minhas emoções e programações internas, partiu o Alex a entender o porquê desta negação, afinal, casar é só um papel e uma cerimônia, não é? Não. Não era. Este seria o meu segundo casamento. E a separação do primeiro havia sido bem dolorosa, afinal, eu acreditei quase toda a minha vida que um casamento e ter filhos me faria feliz. E ao ver o meu sonho sendo destruído, o conto de fadas se despedaçou.

Os modelos de relacionamento afetivo que tive na família não foram saudáveis. Meus pais se separaram antes mesmo de eu nascer. Não conheci meus avós maternos, mas a notícia que tinha era de um avô alcoólatra, dominador, e uma avó submissa. E os avós paternos, apesar de viverem sempre juntos, tinham uma relação muito ruim. De brigas, confronto, o homem submisso e a mulher mandona e histérica. Exatamente o contrário do lado da minha mãe. Meu pai teve diversas outras relações, em algumas das quais acabei sendo apresentado às brigas, às confusões, no convívio com as mulheres e amantes que papai arrumava.

Enquanto meu casamento ia se despedaçando, comecei a procurar com mais seriedade terapia. E somente então percebi que meu sonho estava baseado na negação do que ocorrera no passado. E duramente entendi que tudo aquilo que é negado, se repete. Neguei as relações conflituosas dos meus pais e avós, dos dois lados, e eis que o conflito bate a minha porta!

Bert Hellinger, meu mestre em constelação familiar sistêmica, diz assim: “Quando um relacionamento termina, isso está sempre vinculado a uma profunda dor. É importante que ambos os parceiros se abandonem a ela. Muitas pessoas preferem se esquivar à dor. Por exemplo, através de acusações ou procurando pela culpa: Quem é o culpado? Agora sou culpado? O outro é culpado? Por trás dessa procura e dessas acusações está a ideia de que poderia ter sido diferente. Ou que talvez pudesse haver uma reviravolta. Entretanto, a corrente da vida flui para a frente, e não para trás.”

Realmente foi muito doloroso. Anos de dor, até conseguir chegar ao divórcio. E um desejo embutido em tudo isso: não quero mais passar por esta dor...

O casamento é um caminho espiritual
Porém, a vida apresenta situações onde somos confrontados a olhar outra e outra vez para nossas emoções desconfortáveis, para que possamos curá-las. E faz isso de uma forma irresistível. Por exemplo, nos faz apaixonar outra vez por uma mulher. Uma mulher que deseja profundamente passar pelo processo do casamento. E se realmente a amo, por que não?
Há como uma relação sobreviver com integridade se o desejo dos parceiros não é visto? Sem que ambos possam estar dispostos a abrir mão das próprias convicções, de forma saudável, dialogada e com as emoções e negações dos dois devidamente esclarecidas? Eu diria mais: há como o amor se manifestar em sua beleza e totalidade, sem que baixemos nossa guarda, nossas certezas, nossas verdades e nos entreguemos verdadeira e profundamente um ao outro? Um homem confiando totalmente numa mulher e uma mulher confiando totalmente num homem?

No fundo, sempre acreditei na união do homem com a mulher como um poder místico. O casamento, para mim, é um caminho de autoconhecimento, fusão e transcendência. Deepak Chopra confirma: “As pessoas se casam por diversas razões, mas acho que a melhor delas é se amarem e se dedicarem um ao outro para realizar um amor e um destino espiritual que não conseguiriam alcançar sozinhos. Pode ser preciso uma vida inteira para atingirem juntos esse objetivo sagrado, mas é bom termos desde o início o máximo possível de certeza de que aquela é a pessoa certa para embarcar nessa viagem e com quem ter desde o início a mesma visão do objetivo”.

Eu posso hoje afirmar que encontrei as pessoas certas. Parte deste caminho foi trilhado na relação anterior. Que teve um prazo de validade. E agora, o universo me mostrava mais uma possibilidade de continuar na estrada. Em outro casamento. Resolvi dizer: sim!

A diferença entre casar ou morar junto
Senti imediatamente a diferença entre casar e morar junto. Não entendia muito a lógica disso, o porquê de perceber um peso diferente ao estar oficialmente casado, e busquei novamente em Bert Hellinger a explicação: “O casamento é a despedida da juventude. O relacionamento a dois sem casamento é a extensão da juventude. Quando um casal vive muito tempo junto e não se casa, um diz ao outro: Estou procurando algo melhor. Isso é ferir constantemente.”

Percebi que uma das barreiras que me impediam de confiar plenamente no casamento e numa mulher  era  ainda    estar
preso, emocionalmente, às dores da relação anterior. Portanto, era mais cômodo estar “namorando”, ao invés da responsabilidade sagrada de dividir a própria vida com uma mulher – e vice e versa. Sobre isso, Hellinger também esclarece: “Um vínculo se cria através da consumação do amor. Esse vínculo é indissolúvel. Ele permanece."

Um segundo relacionamento somente é possível quando o primeiro vínculo é reconhecido. No segundo relacionamento, o vínculo é menos forte do que no primeiro. Em um terceiro relacionamento ele é ainda menos forte. Ele diminui de relacionamento a relacionamento até que praticamente não exista mais nenhum vínculo.

O amor não é a mesma coisa que o vínculo. É importante saber disso. A gente pode amar mais num relacionamento posterior do que num anterior.

Para que um segundo relacionamento dê certo é preciso, portanto, que o relacionamento anterior seja, em primeiro lugar, reconhecido e, em segundo lugar, deva ter sido dissolvido e maneira positiva”.

Pois é... precisei de muitos anos para poder ressignificar toda a relação anterior, o que também significou ressignificar a relação dos meus pais e avós. Posso dizer que um bom trabalho foi feito. Da parte da minha esposa também.

Até que pudéssemos estar razoavelmente libertos para dizer: Sim! A história acaba aqui? Não... claro que não! A história começou antes, e simplesmente, continua! Porque aprender a abrir o coração e se entregar ao êxtase místico e divino da relação a dois é uma jornada para toda a vida."
Alex Possato
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Interessante , neste momento de tantas novas famílias sendo formadas - e com filhos de relacionamentos anteriores - o reconhecimento do vínculo . É claro neste artigo/depoimento do psicólogo Alex Possato, que enquanto se "nega", com críticas, desmerecimento, até mesmo ignorando a existência do casamento anterior, não se pode construir um novo relacionamento. "Dar um lugar"é necessário. Por aí percebe-se por que tantos homens e mulheres ficam de relacionamento em relacionamento, sem construir a família que tantos desejam.
Já aconteceu, em Constelações onde atuava como facilitadora, do cliente perceber claramente o que era necessário fazer em relação ao casamento anterior e simplesmente negar-se...
Enquanto não aceitar, resolver, sentir a dor, passar a raiva e dar um lugar... nenhum novo relacionamento é possível!
Por mais mágoa que se tenha, houve um momento de amor, e é preciso reconhecer este amor...somente aí poderá se ir para a construção de um  novo relacionamento de verdade.
Ressignificar é preciso. "Tomar" é preciso!
Bom dia
Tais

domingo, 27 de novembro de 2016

A conquista do equilibrio emocional

Você já se sentiu em desequilíbrio emocional?

Quem nunca, não é?

Quando em desequilíbrio emocional você tentou voltar ao bem-estar rapidamente e sentiu dificuldade?

Sim, não é? Esforçar-se pode não ajudar em nada e até piorar o quadro emocional. Alguns recorrem aos exercícios mentais, que, isoladamente, também, podem não ser totalmente eficazes.

Sobre a mente racional por sinal há algo interessante a se apontar: desde o século XVII começamos a endeusar a Razão, achando que ela sozinha nos libertaria de nossos piores instintos, do emocionalismo, da escravidão pessoal e coletiva. De lá para cá a ideia era submeter a emoção e os instintos à razão, que seria a grande administradora do ser.

Sabemos bem que a emoção desacompanhada da razão pode levar à loucura, e há exemplos terríveis de pessoas que cometem desatinos quando tomadas por fortes emoções, como as que cometem assassinato numa crise de cólera. Assim, fez sentido, quando no século XVII, após longo período de obscurantismo e ignorância brutal, buscou-se na razão a luz necessária para tirar a civilização do caos em que vivia, sujeita a tiranias, miséria e péssimas condições de vida.

Mas ao olharmos para o século XX constatamos que não adiantou apenas a razão para nos libertar e trazer felicidade social, pois, assistimos e sofremos, no século passado, a ação de líderes tão cultos e inteligentes quanto frios e sanguinários, como Hitler e Sadam Hussein, para citar apenas dois dentre tantos lideres com semelhante perfil.

A partir dos avanços da psicologia e da neurociência descobriu-se que era preciso equilibrar a emoção e a razão, porque a razão desacompanhada de sensibilidade emocional torna-se fria, ácida e desumana.

Pois bem, até um tempo atrás, eu mesma entendia que isto bastava, ou seja, que deveríamos alcançar equilíbrio por meio desse binômio razão/emoção: de um lado a razão pondo ordem e sentido à emoção, e de outro lado a emoção levando inspiração e sensibilidade à razão.
 Mas o equilíbrio muitas vezes, ainda assim, tornava-se distante. Uma vez que, razão e emoção buscam alívio de formas diferentes e precisam de recursos diversos para se estabilizar.  O sofrimento mental ou emocional tende a persistir, bem como traumas tendem a permanecerem ativos e mágoas agitam o interior humano, mesmo que se busque o equilíbrio entre a razão e a emoção.

Veja só, a linguagem utilizada pela razão e a linguagem utilizada pela emoção são muito diferentes, e esse ponto é crucial para a compreensão a respeito da dificuldade em se obter o equilíbrio emocional através do binômio: razão/emoção. A linguagem racional busca a lógica e esta não é uma linguagem que a emoção entenda. Cito um exemplo: se é fácil fazer um exercício mental e dizer para si mesmo: ”acalme-se!”, é difícil para a emoção acompanhar o raciocínio lógico e obedecer. A linguagem da emoção é a arte, a poesia, mostra-se através das expressões faciais e corporais, do tom de voz e não necessariamente do que é dito. Olha só a encrenca aqui armada. É preciso um intérprete entre as duas para que se entendam e possam se equilibrar e fortalecer.

É preciso conhecer e educar as emoções para que a mente as reconheça e discrimine. Isso facilita a busca do equilíbrio. Para tanto é necessário que nos dediquemos a perceber o que sentimos, a fim de ampliar nosso vocabulário emocional.

O meio adequado é parar de só olhar para fora e mergulhar intimamente, descortinando o universo interior, mas não numa perscruta mental, precisamos de novos recursos aqui, como a meditação e a arte em todas as
suas expressões, por exemplo. Além de dedicar tanta atenção educacional às emoções quanto dedicamos à razão. E veja só, nós dedicamos boa parte da nossa infância, adolescência e início da vida adulta frequentando instituições de ensino que se propõem a educar a mente. Buscamos educação para nos profissionalizarmos. Falta-nos o mesmo empenho com relação às emoções. Essa é uma dimensão interna desconhecida da maioria das pessoas.

Boa parte de nós, no que concerne ao, autoconhecimento emocional é ignorante de si e, quando em sofrimento procura os consultórios de coaching, de psicólogos, ou remédios para tentar calar a voz emocional, mas não pratica um exercício constante de autoeducação emocional. Sequer há escolas especificamente destinadas a esse tipo de ensino desde a infância, e no que concerne ao autoconhecimento, esse é um empenho que deve ser constante e desde o início da vida.

Mas mesmo sendo imprescindível, o autoconhecimento emocional é apenas mais um passo na busca do equilíbrio emocional, pois, além dele e do desenvolvimento paralelo da mente é preciso estabelecer a comunicação ideal entre eles e ela ocorre em outro ponto do ser, no “coração”.

Em 1997, comecei a entender esse novo caminho para trazer o equilíbrio emocional almejado, acessando este novo ponto, para além do binômio razão/emoção.

Participei, naquele ano, de um curso chamado A Alquimia do Coração, ministrado no Brasil pelo Steve Johnson, produtor das essências florais do Alaska.
Nesse curso ele apresentava o conhecimento de que as forças do “coração”, quais sejam: o amor, o perdão, a gratidão, a generosidade, a compaixão, são como um dínamo curador de toda mazela emocional, além de serem importantes “nutrientes” para o processo da mente, humanizando-a. Era o coração afetivo e amoroso abrindo alamedas para o bem-estar e atuando como interlocutor da mente e da emoção.

Esse aprendizado trouxe uma guinada à minha vida profissional e ao meu entendimento sobre cura e saúde.

Naquela época eu ainda era Fiscal Federal, e foi a partir desse curso sobre a cura através do “coração”, que decidi mudar meus rumos profissionais e pessoais, passando a usar as Essências Florais, que eu já estudava há anos, na rotina de meu trabalho, para pouco tempo depois, desligar-me do funcionalismo público federal e dedicar-me exclusivamente à pratica do uso das essências florais dentro de um programa de promoção da saúde e prevenção de doenças, como Terapeuta Floral, atendendo em consultório, dando aulas, e mais tarde formando novos terapeutas.

A partir daquele curso onde o “coração” era apresentado, em sua dinâmica afetiva, como a sede do sagrado e aonde a alquimia da vida florescia, foi mais fácil entender as premissas do Dr. Edward Bach, criador das primeiras essências florais, os conhecidos Florais de Bach, de que quem ama verdadeiramente a si e a sua vida, a algo ou alguém, amplia sua possibilidade de estar feliz e entusiasmado e estas são condições centrais para o desenvolvimento de uma boa saúde geral.

Lembrando que amar é verbo transitivo direto e exige ação direta no mundo para sua completa expressão.

Dali para frente, a percepção só ficou mais clara de que o movimento mais interessante a se criar, para haver equilíbrio emocional, precisava ter quatro dimensões que se interligassem num ponto comum e não apenas duas, razão/emoção, como eu inicialmente pensava, pois, o equilíbrio melhor se faz na ação de quatro instâncias interiores: emoção, razão, afetividade e espiritualidade, tendo como ponto convergente o “coração”.

E a linguagem do “coração” é acolhedora, amável, universal e passível de ser plenamente compreendida tanto pela mente quanto pela emoção, só requer treino .

Para termos a razão e a emoção em comunicação perfeita, o “coração” deve ser preenchido com expressões de afetividade amorosa, e de todas as demais dela decorrentes: gratidão, altruísmo, compaixão, generosidade, sensibilidade, capacidade de perdoar, fraternidade, humildade e, esta afetividade, só pode ser conquistada se nos espiritualizarmos, pois, o amor é, também, profundamente espiritual, e impossível de se expandir, plenamente, cerceado por crenças e desejos céticos e materialistas.

O amor que se prende numa proposta racional
e materialista de se ver e viver a vida, rapidamente se confunde com apego, medo, angustias, aflição, ansiedade, tensão, e quando contrariado enfurece, deprime, adoece, perde-se o foco do seu desenvolvimento, e sem sua participação ativa, não há como serenar as emoções em turbulência.

Espiritualizar-se significa aqui perceber que a vida material, bem como Aquele que a criou e o espírito que a anima, tem um sentido e uma direção para além do nascer, viver e morrer. Que há um sentido transcendente e inteligente em toda vida e que este sentido é o próprio Amor em ação.

Quando a razão e a emoção, a afetividade e a espiritualidade, estão em equilíbrio, percebe-se que a mente está a serviço do “coração”, bem como as emoções, e que o “coração” está a serviço não dos instintos e paixões, mas do amor espiritualizado, onde a interlocução de todas as partes de nosso ser acontece.

Temos aqui o surgimento da inteligência afetiva trazendo um novo sentido às experiências vividas e sentidas, e um renovado senso de pertencimento, nos resgatando como seres humanos dos desequilíbrios emocionais e mentais, elevando nossa condição pessoal para a de maturidade e equilíbrio pessoal, levando-nos à lucidez e à sabedoria, e consequentemente a uma melhor autoestima também.

O caminho requer comprometimento com o autoconhecimento, com a escolha de desenvolver-se emocionalmente, conhecendo-se, descobrindo como se sente, fazendo sempre uma ponte com o “coração”, que deve se desenvolver nas áreas de generosidade, da compaixão e das magnitudes dos afetos humanos.

Nessa jornada eu conto com o apoio da respiração ritmada e com a atenção plena, com a observação serena da natureza, com a meditação em compaixão, com o uso das essências florais apoiadoras do processo de desenvolvimento da inteligência afetiva, com as orações e a reflexão, juntamente com a busca de ações éticas e amorosas e com a correção daquilo que em mim percebo que está fora do objetivo de minha busca por um bem-estar integral.

Os exercícios físicos e a alimentação mais natural e adequada são, também, bem-vindos.

É bom saber que a conquista do equilíbrio emocional, praticado dessa forma, é libertador.

Um caminho que vale a pena trilhar!
Thais Accioly
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Por diversas vezes me perguntam: "Mas de novo essa questão em minha vida"? E eu respondo: Sim, provavelmente ainda não está resolvida...
Outras vezes perguntam: "Mas eu tive uma percepção fantástica, mudei muitas coisas, compreendi outras, e agora parece que aquilo era pouco e veio mais?" E eu respondo: Só compreendemos até onde nos é possível...o crescimento espiritual e conhecimento de si não acaba nunca. A evolução do ser é uma constante. Se não, qual seria nosso objetivo nesta vida?
Existe até uma metáfora interessante, ondo se diz que somos como cebola - cheios de camadas, e elas vão saindo e gerando/proporcionando assim, um maior aprofundamento.
Que bom não é? Crescimento constante... depende apenas de nossa busca, e chegando a hora, elas acontecem mesmo quando não queremos, seja através de uma doença, de uma situação inesperada etc...
Bom dia!
Tais

domingo, 20 de novembro de 2016

Se sabemos o que precisamos fazer, por que não fazemos?


Você está paralisado, mas lá no seu íntimo você sabe exatamente o que precisa fazer para levantar o seu ânimo e, principalmente, o que faria o seu coração feliz. Também sabe que está nas suas mãos dar o passo para prosseguir, mas não se mexe: você já ouviu do seu íntimo o que você precisa e alguma coisa em você o nega. Por que isto acontece?
“Onde não existir medo, também não haverá nenhum sentido necessário para viver.”-Leonardo Boff-
O medo costuma ser a causa da maioria das situações negativas nas quais nos vemos envolvidos, e superá-lo normalmente nos leva a grandes alegrias. É possível que você tenha as coisas mais claras do que imagina, ou também é provável que você saiba a resposta do próximo movimento da sua vida e que o temor e o pânico o mantenham quieto nessa posição na qual está.

Como eu me sinto?

A resposta para esta pergunta é bem complicada porque exige muita paciência e carinho para consigo mesmo: para responder você precisa ser sincero e falar consigo mesmo sem reservas, o que implica um grande esforço emocional da sua parte.

Na posição em que está você  se
sente desconfortável, desconcen- 
trado, esquisito no seu  dia a  dia.
É como se você soubesse que não está no lugar certo,  mas não fosse capaz de se mexer,   de modo que o mal-estar se expande para todas as suas emoções e o seu humor se modifica.
A chave: o saber racional e o saber emocional

Todos nós dispomos de dois tipos de fundamentos para tomar decisões: um que tem a ver com a parte mais instintiva e racional do cérebro; outro com sua zona mais emocional e impulsiva. A primeira delas está ligada ao controle das situações e à busca por segurança, de modo que é muito útil nas horas que demandam frieza de ação. A segunda, como seu nome indica, está unida aos sentimentos.

“Gosto das pessoas sentipensantes, que não separam a razão do coração. Que sentem e pensam ao mesmo tempo. Sem divorciar a cabeça do corpo, nem a emoção da razão.”
-Eduardo Galeano-

Ambas se relacionam, mas as pessoas têm a tendência inconsciente para um lado ou para o outro: por exemplo, há aqueles que são mais empáticos do que outros. Se você racionalmente sabe o que precisa fazer mas emocionalmente não sabe por que não o faz, talvez seja porque os movimentos mais humanos precisam ser impulsionados por essa parte emocional.

Reorganize as suas motivações

O conflito não tem que estar motivado pela razão, mas o bom seria que fosse guiado pela emoção: se você precisa fazer alguma coisa, primeiro precisa sentir que quer fazê-lo. Suponhamos, por exemplo, que você é consciente de que precisa fazer uma dieta porque a sua saúde está se ressentindo e, contudo, não consegue realizá-la. O problema é que emocionalmente você não quer estar de dieta e a sua falta de vontade fraqueja. 

Reorganize as suas motivações e ouça bem para onde você quer ir de verdade, não para onde você deveria ir, já que às vezes a razão não nos permite ser feliz. Tire o tempo necessário para encontrar o caminho que o coração indica e lute contra seus medos e seus traumas  se eles o impedem de avançar. Você pode vencer e vale a pena vencer: somente assim você saberá que o que você está fazendo corresponde à verdade que você deseja.

“Respire com a profundidade com a qual você respirou no dia em que veio ao mundo, sem permitir que nada o distraia: espere e espere ainda mais. Fique quieto, em silêncio, e ouça o seu coração. E quando ele falar, levante-se e vá onde ele o levar.”

Susanna Tamaro- em amenteemaravilhosa.com.br
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Com os avanços dos estudos sobre a meditação, muito se descobriu sobre as diversas maneiras de meditar. Basta apenas encontrar aquela que se adeque melhor ao seu estilo de vida (e personalidade) e começar a aproveitar os tantos benefícios da prática.
Na meditação podemos encontrar as respostas, os direcionamentos para àquilo que necessitamos, caminhos a seguir etc...
Abaixo alguns dos benefícios já comprovados pela ciência sobre a meditação:

*Reduz o estresse: de acordo com a Universidade da Califórnia (EUA), a longo prazo, a meditação reduz os níveis de estresse, pois reduz os níveis de adrenalina e cortisol (hormônios ligados ao estresse) e aumenta a endorfina (neurotransmissor associado ao prazer).

*Melhora o sono: pesquisas do Northwestern Memorial Hospital, de Illinois (EUA), mostraram pessoas que sofriam com insônia começaram a dormir duas horas por dia a mais e alcançaram níveis do sono REM mais próximos do considerado saudável. A pesquisa foi realizada com pessoas de 25 a 45 anos que sofriam de insônia crônica e os resultados foram obtidos após dois meses de meditação.

*Diminui a ansiedade: de acordo com pesquisadores de Harvard, após oito semanas de meditação, pacientes começaram a apresentar alterações na amígdala cerebral, que controla emoções e está ligada à ansiedade e ao estresse.

Durante a meditação ocorre também um menor gasto de oxigênio pelas células do corpo, redução da frequência cardíaca e diminuição da condutância elétrica da pele (devido ao relaxamento).
Outras melhorias que a meditação nos proporciona:

*Aumento de satisfação e melhor desempenho no ambiente de trabalho;
*Melhora na depressão;
*Aumento de bem-estar e autoestima;
*Estímulo da criatividade, inteligência e memória;
*Redução da pressão arterial e de dores de cabeça, entre outros.

Que tal iniciar sua semana buscando a meditação como uma alternativa para novos caminhos?
Tais