domingo, 19 de fevereiro de 2017

Não desista nunca


Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?
Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe. 
Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.

Mas quando ocorre este momento? 
Imagine uma ponte sobre um rio.
Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.
Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.
Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz.

Estoura a sua ponte.

Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.
Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte.
Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão… eu também não.

Realmente não é simples.

Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.

É só não se desesperar.
Seja no mínimo um pouco paciente.

Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são:
ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA Você começou a sonhar… sonhar… sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor.

Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.

Pergunto, vale a pena insistir?
Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?

Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos! ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço.

O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores.

Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.
O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar…
ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA.

No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte.
Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso.
Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.
Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.

As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado.
Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.

A visão sem ação, não passa de um sonho.

A ação sem visão é só um passatempo.

A visão com ação pode mudar o mundo.
Martha Medeiros
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Antes de tomar uma decisão sobre o que realizar, você deve pensar maduramente sobre o assunto. E, uma vez decidido, não deve desistir do intento.
Observando a biografia das pessoas que realizaram grandes feitos, notamos que todas elas persistiram até o fim, com espírito inabalável.
Portanto, para ajudar você concretizar o que deseja, poderá uma vez por dia praticar a meditação e visualizar nitidamente a cena em que ele já está concretizado. 
A mente tem força criadora e, no universo, existe tudo que almejamos... vamos acessá-los?
Boa semana
Tais

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Seja gentil. Só isso


Seja qual for a batalha do momento, tudo tende a se abrandar quando aceitamos o que se passa, somos afáveis com os desafios e deixamos que eles sejam bons conosco

Como o poeta certa vez lembrou, há pedras no caminho. Grandes ou medianas, elas atravessam os planos, e a linha reta que tentamos traçar vira um borrão. Nos aborrecemos, esbravejamos. Em segundos a raiva estrangula a garganta e incendeia a face. E, para piorar, a autocondenação pode passar dias hospedada na mente, tornando tudo mais difícil do que já é. Mas não precisa ser assim. Podemos arredondar algumas pontas da vida. Podemos encontrar maneiras mais gentis de lidar com a gente mesmo e com as adversidades. 

O monge budista Thich Nhat Hanh, nascido no Vietnã, ensina que “temos que acolher o sofrimento como uma mãe que embala seu bebê com todo amor. Dessa forma o apreço e a compaixão por si mesmo irão brotar naturalmente”. O que nos tira do prumo e provoca aflição pode ser algo realmente sério, como também situações imprevistas, longe de serem trágicas, mas que nos assustam ou complicam o dia. Uma ligação do laboratório solicitando a refação do exame – “Será que tenho uma doença grave?”, a mente dispara –, o computador que resolve apagar o relatório que não foi salvo, o pé enfiado por descuido no cimento de uma obra na calçada. 

Todos esses são testes para os nervos. Desestabilizadores e potenciais geradores de fúria. Mas há veios mais saudáveis por onde despressurizar. Para que consigamos ser benevolentes com nossas limitações e capazes de contornar o destempero nos momentos de tensão, precisamos pegar mais leve e relativizar as coisas. “No dia a dia as pessoas exigem muito de si mesmas e até se maltratam. A gentileza para consigo mesmo é reflexo da atitude oposta, do autocuidado, do autoamor, que prevalece quando conseguimos nos ver com bons olhos”, diz a psicóloga Carla Bologna Wanderley, de São Paulo.

Os perfeccionistas, informa a especialista, tendem a sofrer mais com os dissabores. Para eles é difícil conviver com a realidade irregular e imperfeita. Mas há também perfis estourados, que explodem ferindo a si mesmos e as pessoas ao redor. No ápice da tormenta, o melhor a fazer é se afastar da situação e mergulhar no silêncio interior. Um passo atrás e o cenário ganha nitidez, sabe como é? Desse ponto fica mais fácil se valer da flexibilidade de resposta para mudar de perspectiva e até de opinião. Sair do piloto automático, do habitual, e rapidamente reagir de maneira mais habilidosa. Isso é ser mais gentil consigo mesmo e com aquilo que nos acontece. 

O método mindfulness, que significa atenção plena, auxilia nesse aprendizado. “Mindfulness é a consciência que emerge quando prestamos atenção ao momento presente com abertura e intenção d 
fazer escolhas ponderadas”, define a paulista Moira Malzoni, instrutora da modalidade, formada pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Com o treino, a atitude de estar presente no aqui e agora e de fazer escolhas conscientes perpassa todas as atividades diárias e vira ferramenta útil até no ápice do nervosismo – para o bem de todos. “A prática implica acolher nossas necessidades e se dar carinho, o que acaba se estendendo ao entendimento dos outros.”

Aceitação - O primeiro passo para modificar a resposta a qualquer situação que nos leva a atitudes extremas como as protagonizadas pelo executivo é aceitar que eventos desagradáveis acontecem. Todo mundo comete erros, às vezes, por desatenção – como a de enfiar o pé no cimento a caminho do trabalho. É normal esbravejar,
xingar a si mesmo e até fazer escândalo. Contudo podemos superar esse padrão e reconhecer que, sim, aconteceu, mas estamos lidando com a adversidade da melhor maneira possível. “Nossa tendência frente às contrariedades é não aceitá-las, e isso dificulta as coisas”, ressalta Moira. 

O mindfulness nos ensina a prestar atenção às experiências do presente com curiosidade, sem interpretar ou julgar os fatos com base em experiências passadas. Você pode até continuar se irritando no trânsito, por exemplo, mas vai, aos poucos, melhorar sua resposta a esse estímulo, já que terá estoque de calma e centramento. 

Lucidez - Se podemos modificar nossas reações e substituí-las por outras menos automáticas, podemos mudar o rumo da realidade. Essa percepção nos leva a usar aquela inteligência superior que assume o leme e compreende que quando coisas ruins acontecem temos a chance de revisar algumas atitudes e adotar estratégias mais positivas. Em vez de praguejar, podemos começar aquele processo de compreensão que tanto queremos e que significa reagir sem violência. 

A consciência adquirida é o que nos leva a ponderar sobre os fatos e nos conhecermos melhor: 
“Como é esse erro que acabei de cometer?”; 
“Como eu estava quando reagi dessa forma?”; 
“O que pensei naquele instante?”; 
“Como meu corpo foi afetado por isso?”. 
“Não se trata de um procedimento analítico, e sim de uma conexão consigo mesmo num espaço interno de silêncio”, destaca Moira. Esse autoexame refinado foi o que levou o executivo Marcelo Maia a um novo enfrentamento do cotidiano.
"Esse entendimento nos ajuda a ficar mais receptivos com aquilo que a vida traz, da forma como ela traz. Passei a perceber os sinais que estavam me levando a outra crise, como me sentir impaciente e desanimado com a parceria profissional. Então parei, interrompi o fluxo da raiva, conversei com as pessoas envolvidas e resolvi as coisas de um jeito racional”, conta ele.

Gentileza - Abrir-se para o aprendizado embutido numa provação ou num imprevisto desagradável é a maneira mais perspicaz de deixar que os problemas sejam gentis com a gente. Quanto mais resistimos, mais nos maltratamos. Por outro lado, quanto mais flexíveis conseguimos ser, menos nos desgastamos.

“Se formos capazes de passar pelas fases da aceitação e da tomada de consciência (lucidez), certamente iremos agir com mais abertura perante a vida”, assegura Moira. “É perda de tempo se martirizar com os problemas e deixar de aprender com eles”, opina Maia. Segundo o executivo, outra grande conquista desse treino rotineiro é ser capaz de dar aos problemas sua proporção real, o que funciona como uma blindagem contra a autodepreciação. O ganho amplificado de mergulhar diariamente no próprio silêncio é que, quando somos menos reativos, menos agressivos, as pessoas à nossa volta também passam a agir da mesma maneira. “É como se desarmássemos os outros”, compara ele. Ser gentil consigo mesmo e com a vida vai gerando uma vibração suave que, aos poucos, toma conta do círculo de relacionamentos e mais além. É quase imperceptível como tudo acontece, mas é amorosamente eficaz. E aí reside o começo da esperança.

Para interromper uma atitude intempestiva
O método mindfulness oferece um exercício providencial, que pode ser feito em qualquer lugar, para melhor observar nossas reações e trazer mais calma. Ele se chama Pare (originário do inglês stop). Veja abaixo como praticá-lo

Pare - Pare agora o que você está fazendo
Ar - Deixe o ar entrar, respire por alguns instantes. Se precisar, respire profundamente três vezes e permita-se estar calmo
Repare - Observe suas sensações corporais, suas emoções e tudo o que está acontecendo para tomar a melhor decisão
Execute - Só depois de ter cumprido os três passos anteriores, escolha, conscientemente, qual ação vai tomar


Na trilha do autoperdão

Muitas vezes, lembra a psicóloga Carla Bologna Wanderley, não conseguimos ser gentis com nós mesmos porque deixamos que vozes destrutivas que nos marcaram no passado continuem reverberando internamente, como: “Você é um desastre, só faz coisa errada”. “Se acreditarmos que isso é verdadeiro, não vamos ser capazes de sentir autocompaixão”, ela alerta. Para neutralizar esse condicionamento e voltar a se amar, propomos, a seguir, um exercício elaborado pela instrutora de mindfulness Moira Malzoni. “Ele ajuda a cultivar emoções positivas acerca de nós mesmos.”

1: Sente-se confortavelmente numa cadeira, com a coluna reta, as pernas descruzadas e os pés bem apoiados no chão

2: Feche os olhos e observe a respiração por três a cinco minutos. Só então mentalize as seguintes frases, observando como se sente ao repeti-las internamente em silêncio: 
“Eu posso me aceitar como eu sou” 
“Eu posso entrar em contato com o que eu estou sentindo” 
“Eu posso ser gentil comigo mesmo” 
“Eu posso me amar como eu sou”

3: Repasse as frases lentamente por cinco a dez minutos. Fique à vontade para incluir dizeres de sua autoria desde que estejam embebidos de amor

Raphaela de Campos Mello- Revista Bons Fluidos - fev 2017
Esculturas em cerâmica - Nené Cavalcanti
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Tudo tende a se abrandar quando aprendemos a acolher o que acontece. Agora que você aprendeu como ser afável com um desafio , deixe que ele seja bom com você também.
Boa semana.
Tais


domingo, 5 de fevereiro de 2017

O que é constelar, segundo Hellinger


O que é constelar? O que é uma Constelação Familiar?

Esta pergunta sempre vem para nós durante o nosso trabalho. Trazemos aqui a visão da Hellinger Schule, a escola do próprio Hellinger que realiza treinamentos em todo o mundo:

“O que aparece em uma Constelação Familiar? O que é aquilo que se monstra em uma constelação? E como pode ser que algo completamente desconhecido pode aparecer e se revelar? Estas perguntas devem ser repetidas cada vez novamente.

É evidente que um campo sábio entra em ação em uma constelação.
De acordo com as compreensões e o conhecimento de hoje, a Constelação Familiar, como se revela agora, está muitos anos a frente do tempo. A Constelação Familiar é um movimento externo de um acontecimento cósmico.

A pergunta: “Pode-se aprender a Constelação Familiar?” é respondida claramente por Bert Hellinger: Não. Porém o que podemos aprender é desaprender a nossa imagem de “certo” e “errado”; a imagem de um processo determinado para se livrar de um problema, e abdicar de uma interpretação. Isso significa que há uma única intenção: queremos constelar uma família. Isto acontece em sintonia com o cliente.A constelação pode ser relacionada da mesma forma a um meio profissional. Também um produto ou uma questão de decisão podem ser constelados.

O procedimento numa constelação continua livre de qualquer intenção, de qualquer desejo e do medo. Da mesma forma livre do desejo de poder entregar um resultado. Respostas racionais são sempre suposições. Se estas condições são garantidas pelo constelador, então um outro campo, que torna qualquer intervenção desnecessária, se abre.

A pergunta é: Como podem o constelador e o cliente entrar em sintonia com o campo sábio? Como podem se deixar guiar para dentro dele, reconhecendo a boa solução para então aplicá-la como insight na vida? Bert Hellinger diz: Podemos aprender a transformar o nosso ser, o nosso caráter, para resistir à tentação do “fazer”. Olhamos de forma centrada para o fenômeno. Assim nos tornamos o observador. E ao observar, o movimento cósmico se revela, que pode ser visto, vivido e compreendido por cada um. De qualquer forma ele precisa permanecer no espaço sem interpretação.

Aprender a Constelação Familiar segundo Hellinger® significa aprender uma abordagem completamente nova em relação ao desconhecido. A Constelação Familiar segundo Hellinger® não é nem um ofício nem um método. Ela é uma caminho, uma passagem para um outro plano, um outro nível de consciência. Ali todas as perguntas encontram o seu caminho e sua resposta.

Podemos partir do princípio que tudo que acontece numa constelação, que revelou aquilo que foi e que será, sempre serve ao bem do cliente. Também se o cliente teve outra expectativa em relação à sua ideia da constelação. Se o cliente confiar no constelador, aquele resultado exato o indicará para um novo plano.

O resultado de uma constelação indica um novo caminho e leva adiante, para muito além do pensamento e dos desejos. No entanto o constelador preciso ser capaz de suportar, e deixar o cliente suportar, o resultado de uma constelação.

Aqui estamos falando sempre de uma Constelação Familiar segundo Hellinger®. No início das constelações, Bert Hellinger pensava que a Constelação Familiar pertencia somente aos médicos e terapeutas. Entretanto ele revogou tal ideia. Ele reconheceu que os procedimentos e a abordagem necessários devem ser a partir de uma postura profundamente humilde, que esteja aberta e pronta para tudo que se observa.

Um postura que não é orientada por um objetivo de forma curiosa ou “fazedora”. É uma absoluta confiança e entrega, sem saber por si mesmo aonde ou como o próximo passo leva adiante. Assim o constelador e o cliente podem estar presentes com absoluta atenção diante de um movimento de forma maravilhada.

A Constelação Familiar pertence às mãos responsáveis. O constelador deve estar diante das pessoas e da vida de forma consciente, atenciosa, cuidadosa, respeitosa e aberta. Esta é a tarefa de aprendizagem. A teoria pode ser encontrada em mais de 100 livros de Bert Hellinger.

A prática é descoberta de caso em caso de forma nova. Da mesma forma como não há duas pessoas iguais, não há duas constelações iguais. Seja relacionada a uma empresa ou a um relacionamento, à vida profissional ou privada, a doenças, à escolha vocacional ou a qualquer outra questão. Aqui estamos diante de uma transição para um ou mais campos sábios, movedores e poderosos. Eles podem ser descritos também como vários planos entrelaçados do “SER” todo-abrangente.”

Fonte: Página Oficial de Bert Hellinger no Brasil – www2.hellinger.com/br


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Nas Constelações, deixo-me por conduzir por algo que não sei o que é, ou o que surgirá. Recolho-me e fico vazia,  sinto como um veículo de algo que vem de muito longe e que ultrapassa nosso tempo. Permaneço apenas disponível, permeável. Não preciso estar envolvida...somente estou disponível para que algo flua.
Não tenho metas, pois este é o pressuposto das constelações...
E não julgo se é certo ou errado, bom ou mau...apenas acolho.
Ótima semana 
Tais